Inflação fica em 1,06% em abril, maior para o mês desde 1996

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o mês de abril com alta de 1,06%. Em março, o avanço foi de 1,62%. As informações foram divulgadas na manhã nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam uma alta entre 0,83% e 1,24%, com mediana positiva de 1,00%. Apesar de ter desacelerado com relação a março, a inflação de abril de 2022 é a maior para o mês desde 1996.

De acordo com o IBGE, a taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 4,29%. O resultado acumulado em 12 meses foi de 12,13%, dentro das projeções dos analistas, que iam de 11,60% a 12,33%, com mediana de 12,06%.

Grupos pesquisados

De acordo com o IBGE, oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em abril. Alimentação e bebidas tiveram a maior variação (2,06%) e o maior impacto (0,43 p.p.). Na sequência, estão os Transportes (1,91% e 0,42 p.p. de impacto).

Os dois grupos contribuíram com cerca de 80% do IPCA de abril. Houve ainda aceleração em Saúde e cuidados pessoais (1,77%) e Artigos de residência (1,53%). Vestuário ficou em 1,26% e Educação, 0,06%. O único grupo que registrou queda foi o de

Habitação (-1,14%).

Segundo o IBGE, o resultado do grupo de Alimentação e bebidas foi influenciado pela alta nos preços dos alimentos para consumo no domicílio (2,59%). Dentro do grupo, a maior contribuição foi do leite longa vida, cujos preços subiram 10,31% em abril.

Por Ana Maria Miranda

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